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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Jaguaré, esquecido pela prefeitura

Há cerca de 3 meses atrás, quando as máquinas da prefeitura começaram os trabalhos de racapeamento da Avenida Jaguaré, eu pensei: "caramba, lembraram do Jaguaré". A ilusão durou pouco. É verdade que a avenida foi recapeada, mas quando parecia óbvio pensar "ok, agora para terminar e levar um 10 vem a pintura das faixas", a coisa não se mostrou tão simples assim e até este exato momento, meia noite e quarenta e nove do dia 13 de maio de 2010, com um frio de lascar em São Paulo, estamos a esperar.


Essa falta de sinalização tem ocasionado várias situações muito perigosas, especialmente em 2 pontos: no semáfoto de pedestres quase em frente ao Mc Donalds e no cruzamento da avenida com a rua Santo Eurilo. No primeiro ponto, ao verem o sinal vermelho, os motoristas que vêm geralmente em alta velocidade não sabem ao certo onde parar seus veículos, muitas vezes parando invonluntariamente no lugar onde deveria estar a faixa de pedestres. No segundo ponto forma-se um salseiro, ninguém sabe direito onde parar, também param nos lugares em que as faixas de pedestres deveriam estar presentes, causando não só um transtorno para os pedestres como para o trânsito de carros. Uma verdadeira confusão!

Apesar dessa situação lamentável não posso deixar de fazer aqui o registro de uma boa intervensão na região. No cruzamento da Av. Politécnica com a Kenkiti Simomoto está sendo instalado um semáforo. Isso ajudará muito os pedestres e os ciclistas, que tem extrema dificuldade em atravessar esta avenida em horários de pico pois o fluxo de veículo lá é intenso e não é raro ver automóveis trafegando seguramente a mais de 90 km/h nesta via que tem como velocidade máxima 70 km/h. Espero que ele comece a funcionar logo e não tenhamos que esperar tanto quanto a sinalização de chão da Jaguaré.


quinta-feira, 6 de maio de 2010

Respeito: uma questão fundamental

Um incidente que acabei de presenciar dentro do campus da Universidade de São Paulo me fez perceber que, antes que iniciar qualquer discussão sobre transporte público, meios de locomoção na cidade e assuntos afins, é importante que se discuta noções de respeito e civilidade.

Chegando ao meu trabalho com minha magrela, a 50 metros de meu destino, percebo uma agitação diferente bem em frente ao prédio onde trabalho: uma discussão. O motorista de uma kombi que parava para pegar algumas pessoas que aguardavam na calçada e um ciclista que fazia seus treinamentos na rua batiam boca energicamente. O ciclista estava muito nervoso, empurrava o motorista e o chamava para as vias de fato, este por sua vez, com metade do tamanho e o dobro da idade, não se intimidava e ameaçava denunciar o ciclista a polícia caso o agredisse. Tudo isso em meio a frases carteirísticas, tão conhecidas como lamentáveis, como"você não sabe quem eu sou" e "vamos ver quem pode mais".

Sinceramente não vi o que aconteceu e não poderia tomar parte, mas vendo cenas como essa, que infelizmente fazem parte do cotidiano paulistano, penso o quanto estamos longe de viver em uma cidade minimamente sã. Por um lado é notório o desrespeito de grande parte dos motoristas por qualquer coisa que esteja do lado de fora de sua máquina motorizada, por outro é muito comum vermos ciclistas e pedestres fazendo barbaridades por aí.

Em lugares onde o respeito entre as pessoas ocupa uma posição privilegiada na entre as preocupações desta sociedade o trânsito apresenta a seguinte ordem de prioridades: 1º - pedestres; 2º - veículos movidos a tração humana (bicicletas normalmente); 3º - veículos motorizados de uso coletivo; 4º - veículos motorizados de uso particular. Claro que isso não deve ser uma licença para pedestres e ciclistas fazerem o que bem entendem por aí, há de se ter regras, mas é sem dúvida por onde temos de começar. O que se percebe em São Paulo hoje é a completa inversão destas prioridades.

Enfim, este incidente só salienta a necessidade de se colocar a questão do respeito e da educação em primeiro lugar também ao tratarmos sobre os meios de locomoção em nossa cidade.