Outro dia fui atravessar uma rua dentro do campus da USP. Aguardei o semáforo de pedestres me mostrar a luz verde para atravessar. Quando isso aconteceu, fui ingenuamente atravessar a bendita da rua. Eis que uma ciclista me passa a uns 50 km/h há uns 15 centímetros de mim. Um motociclista a acompanhava (pelo menos este parou ao ver o vermelho), fiz um sinal de indignação que foi devidamente ignorado.
Caramba pessoal, nós ciclistas vivemos exigindo respeito, mas vejo muitos ciclistas fazendo barbaridades no trânsito. Sim, devemos ocupar as ruas, mas precisamos respeitar o próximo em primeiro lugar!
Essas coisas desanimam...
terça-feira, 25 de maio de 2010
Inaugurada linha 4 (amarela) do Metrô de São Paulo

Hoje, com alguns meses de atraso oficial, pelo menos uns 15 anos de atraso real, buraco assassino aberto no coração de Pinheiros e encontro de túneis com metros de erro de cálculo foi inaugurada, em caráter experimental, a linha 4 (amarela) do metrô paulistano. Isso deve amenizar um pouco a vida de quem faz este trajeto que tive de fazer na última quarta-feira. Vamos ver no que dá.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Jaguaré, esquecido pela prefeitura
Essa falta de sinalização tem ocasionado várias situações muito perigosas, especialmente em 2 pontos: no semáfoto de pedestres quase em frente ao Mc Donalds e no cruzamento da avenida
com a rua Santo Eurilo. No primeiro ponto, ao verem o sinal vermelho, os motoristas que vêm geralmente em alta velocidade não sabem ao certo onde parar seus veículos, muitas vezes parando invonluntariamente no lugar onde deveria estar a faixa de pedestres. No segundo ponto forma-se um salseiro, ninguém sabe direito onde parar, também param nos lugares em que as faixas de pedestres deveriam estar presentes, causando não só um transtorno para os pedestres como para o trânsito de carros. Uma verdadeira confusão!
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
Primeira incursão: boas surpresas x problemas esperados
O percurso escolhido foi o seguinte: Saí de casa, na Av. Jaguaré, fui até a Estação Vila Olímpia da CPTM, onde acessei a ciclovia da Marginal Pinheiros, a qual percorri até sua extremidade em Interlagos, e
Minha intenção, além de me testar no trânsito de São Paulo, era conferir como ficou a ciclovia da marginal e o bicicletário da estação Vila Olímpia. Confesso que fiquei surpreso com o q
Apesar de toda essa parte técnica e dessa discussão sobre o transporte na cid
Isso tudo (a parte boa) foi a que me surpreendeu nesta jornada. O que não me surpreendeu foi o desrespeito de muitos motoristas, que encapsulados dentro de suas máquinas pouco se importam com o que está do lado de fora, contanto que não sejam atrapalhados pelo mundo externo. É realmente perigoso andar de bicicleta pelo trânsito, não se pode perder a atenção um minuto, deve-se sempre estar ligado. Senti que o maior perigo para o ciclista vem dos ônibus, muitos motoristas não sabem a desproporção de forças entre os monstros que conduzem e uma bicicleta. Isso tudo sem falar do banho que tomei no túnel embaixo da Eusébio Matoso, próximo ao Jóquei Clube. Ainda bem que não era esgoto! Mas serviu de lição para não passar mais por ali, sempre há água de um lençol freático jorrando por ali e formando poças.
Enfim, fiquei muito feliz (e quebrado, 4 horas de pedal) com minha primeira jornada ciclística urbana por São Paulo. Pretendo agora conhecer outros bicicletários, provar um inclusive, e testar novas rotas para começar a usá-las de modo mais funcional nos dias de semana. Vamos ver no que dá.
Outras fotos:
Entrada da Estação Vila Olímpia
Painel de regras para uso do bicicletário (clique nele para ampliar)
Estacionamento da Estação Autódromo
Posto de Serviços da Estação Autódromo
Estação Jurubatuba da CPTM
Podridão
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quinta-feira, 6 de maio de 2010
Respeito: uma questão fundamental

Chegando ao meu trabalho com minha magrela, a 50 metros de meu destino, percebo uma agitação diferente bem em frente ao prédio onde trabalho: uma discussão. O motorista de uma kombi que parava para pegar algumas pessoas que aguardavam na calçada e um ciclista que fazia seus treinamentos na rua batiam boca energicamente. O ciclista estava muito nervoso, empurrava o motorista e o chamava para as vias de fato, este por sua vez, com metade do tamanho e o dobro da idade, não se intimidava e ameaçava denunciar o ciclista a polícia caso o agredisse. Tudo isso em meio a frases carteirísticas, tão conhecidas como lamentáveis, como"você não sabe quem eu sou" e "vamos ver quem pode mais".
Sinceramente não vi o que aconteceu e não poderia tomar parte, mas vendo cenas como essa, que infelizmente fazem parte do cotidiano paulistano, penso o quanto estamos

Em lugares onde o respeito entre as pessoas ocupa uma posição privilegiada na entre as preocupações desta sociedade o trânsito apresenta a seguinte ordem de prioridades: 1º - pedestres; 2º - veículos movidos a tração humana (bicicletas normalmente); 3º - veículos motorizados de uso coletivo; 4º - veículos motorizados de uso particular. Claro que isso não deve ser uma licença para pedestres e ciclistas fazerem o que bem entendem por aí, há de se ter regras, mas é sem dúvida por onde temos de começar. O que se percebe em São Paulo hoje é a completa inversão destas prioridades.
Enfim, este incidente só salienta a necessidade de se colocar a questão do respeito e da educação em primeiro lugar também ao tratarmos sobre os meios de locomoção em nossa cidade.

terça-feira, 4 de maio de 2010
Registrando
Há pouco mais de um ano me mudei para um lugar onde o transporte público não é muito bom, porém, em compensação, é bem próximo a meu trabalho e universidade. Resgatei e recuperei minha bicicleta que estava há muitos e muitos anos encostada e resolvi encarar o trajeto. Logo percebi o quão é melhor ir de bike do que pegar ônibus. Meu tempo para o trabalho vai de 15 minutos de bicicleta para 45 minutos a 1h20 (dependo da boa vontade do ônibus circular ou do Vila Madalena/Rio Pequeno). O problema é que nem sempre é possível ir com a magrela e tenho que encarar o transporte público.
Para ir a outras áreas da cidade o drama aumenta. Nunca foi bom sair do Jaguaré à Vila Madalena, mas nas últimas semanas a situação tem ficado crítica. Disso tudo cheguei a duas resoluções: usarei minha bike o máximo de ocasiões que puder e tentarei documentar aqui essas viagens (de bicicleta ou por qualquer outro meio).
Tenho procurado na Web por informações sobre a estrutura da cidade para a utilização de biciletas e a situação do ciclista no trânsito e não tenho encontrado muita coisa. Assim, pretendo aqui, além de dar flagrantes sobre a situação da "rede" de transportes coletivos em São Paulo, também registrar como é a vida do ciclista em os carros em São Paulo, ajudando a outros que, como eu, tem o interesse em encarar as ruas com a magrela.
Para ir a outras áreas da cidade o drama aumenta. Nunca foi bom sair do Jaguaré à Vila Madalena, mas nas últimas semanas a situação tem ficado crítica. Disso tudo cheguei a duas resoluções: usarei minha bike o máximo de ocasiões que puder e tentarei documentar aqui essas viagens (de bicicleta ou por qualquer outro meio).
Tenho procurado na Web por informações sobre a estrutura da cidade para a utilização de biciletas e a situação do ciclista no trânsito e não tenho encontrado muita coisa. Assim, pretendo aqui, além de dar flagrantes sobre a situação da "rede" de transportes coletivos em São Paulo, também registrar como é a vida do ciclista em os carros em São Paulo, ajudando a outros que, como eu, tem o interesse em encarar as ruas com a magrela.
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